É onde se coloca tudo aquilo que não faz sentido, que não fazemos questão, que não faz que façamos boas coisas. É um cemitério de lembranças quase apagadas. É tudo o que escondemos de nós mesmos, e o que não queremos profanar com o passar do tempo. Eis minha caixa de sapatos...
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
O negócio é o seguinte
ou me leva nessa valsa, e faça meus pés mais leves que asas, ou esquece esse momento, e da dádiva da dúvida sinta o peso do próprio caminhar.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
A valsa do óbvio
E de volta ao seu início, o cansaço da espera fustigava os sentidos, e a consciência do círculo de suas emoções entorpecia qualquer ânsia, também repetida.
Algumas experiências inéditas, e uma nova maneira de olhar o mundo, faziam-na esquecer, que eram os mesmo pés que marcavam o caminho, e os mesmos olhos que abraçavam o então desconhecido.
Sempre era repetida.
E com o coração em pedaços, tinha por conforto, a imagem de todos os outros no que agora se foi.
Eles repetiam-se.
E o desespero a rasgar-lhe o peito, o silêncio a empestiar a garganta.
A covardia era repetida.
A correria, a fuga mal dirigida, os acasos que a fazaim sorrir, era por eles que depois sentia tanta nostalgia.
Mas comumente, ora ou outra, eles repetiam-se.
E a vida de rotinas e obrigações, e as drogas baratas, e os vícios de consumo, e as noites mal dormidas, e o peso de seus amores, e a delícia de seus gozos. Tudo isso prendiam-na na cratera, no buraco em que fora parida, na escuridão de seus olhares, na desistência de suas tentativas.
Repetida fora a hora em que acostumaram-lhe a repetir o mantra dos desajustados.
Assim repetiu-se por toda a sua vida.
Recomendo a leitura desse texto ao som de "Fall:Cleaning Apartment" da trilha sonora de "Requiem for a dream"
Algumas experiências inéditas, e uma nova maneira de olhar o mundo, faziam-na esquecer, que eram os mesmo pés que marcavam o caminho, e os mesmos olhos que abraçavam o então desconhecido.
Sempre era repetida.
E com o coração em pedaços, tinha por conforto, a imagem de todos os outros no que agora se foi.
Eles repetiam-se.
E o desespero a rasgar-lhe o peito, o silêncio a empestiar a garganta.
A covardia era repetida.
A correria, a fuga mal dirigida, os acasos que a fazaim sorrir, era por eles que depois sentia tanta nostalgia.
Mas comumente, ora ou outra, eles repetiam-se.
E a vida de rotinas e obrigações, e as drogas baratas, e os vícios de consumo, e as noites mal dormidas, e o peso de seus amores, e a delícia de seus gozos. Tudo isso prendiam-na na cratera, no buraco em que fora parida, na escuridão de seus olhares, na desistência de suas tentativas.
Repetida fora a hora em que acostumaram-lhe a repetir o mantra dos desajustados.
Assim repetiu-se por toda a sua vida.
Recomendo a leitura desse texto ao som de "Fall:Cleaning Apartment" da trilha sonora de "Requiem for a dream"
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