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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Sobre gatos

Tem um poema do Baudelaire, que fala sobre gatos, sobre a leveza, a graça e a beleza deles, e sobre como apenas na morte, eles perdem seu encanto.
Gosto mais de animais do que de pessoas, e gosto muito mais de gatos do que de pessoas.
Animais não envenenam, não chutam, não atropelam, não se vingam, não matam se não for para comer.
Animais não xingam, não descontam, não são vulgares e não são burros.
Pessoas só gostam de si próprias e veem no próprio umbigo a justificativa necessária para esquecer a maldita moral que criou.
Pessoas são vulgares e burras.
Pessoas são falsas, e não sentem sentimentos puros, são híbridas de desejo, necessidade e causalidade.
Pessoas são tão ruins que se acham boas demais para tudo o que não lhe diga respeito, e se não lhes interessam que exploda.
Pessoas usam de sua racionalidade para serem irracionais.

Entre miados, latidos, uma prece e uma poesia, fico com as de natureza simples e verdadeira.
E espero calmamente, como pessoa suja que sou, que a Hamurabi esteja certo, e aquilo que se toma seja cobrado na mesma altura.
Olho por olho, inocência por inocência.

2 comentários:

Anônimo disse...

transe com os seus gatos entao

Bia. disse...

Anonimamente perde a graça né filhote, obrigada por confirmar o que eu disse no texto :p